Vivianne Pasmanter fala sobre mudança do Rio para São Paulo há dois anos por medo da violência | Pop & Arte

Vivianne Pasmanter fala sobre mudança do Rio para São Paulo há dois anos por medo da violência | Pop & Arte

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Vivianne Pasmanter estava no time de atores que precisou interromper as gravações das novelas por causa da pandemia de coronavírus. Enquanto não retoma as atividades em “Nos tempos do imperador”, próxima novela das 6h, a atriz revê suas cenas em duas produções que entraram com edição especial para este período. Vivi está no ar como Lili, em “Totalmente Demais”, e Germana, em “Novo Mundo”.

“São duas novelas que não faz muito tempo que foram exibidas e são as últimas novelas que fiz, então ainda está tudo fresco na memória. Mas curto muito quando aparece alguma coisa que eu realmente não lembrava”, conta a atriz em entrevista por teleconferência para jornalistas.

“Tem umas cenas que são mais emblemáticas, que ficaram. Mas umas cenas do cotidiano, menores, que você não lembra, eu acho uma delícia, porque consigo me colocar muito como espectadora, com distanciamento.”

“Já até me emocionei em algumas cenas. E que legal é me emocionar como espectadora.”

Germana era a personagem de Vivianne Pasmanter em “Novo mundo” — Foto: Globo/Cesar Alves

A atriz comenta também a importância de ver uma personagem como Germanda no ar nesse momento de pandemia. Em “Novo mundo”, a personagem tinha atitudes individualistas e egoístas, tentando se dar bem em todas as situações:

“Essa crítica que tinha nesse personagem é muito atual.”

“A gente está passando por um momento que é tão forte o que está acontecendo, tão global, como nunca se viu. Sinto essa coisa de que realmente somos todos um. Tudo influencia. Tua atitude… A gente depende muito de todo mundo.”

Já em “Totalmente demais”, Vivi vê mais o lado maternal. Na trama, a personagem Lili perdeu a filha (duas vezes). Na vida real, ela conta que precisou de muita terapia para equilibrar o medo de viver na pele o que presenciou com sua personagem. Ela é mãe de Eduardo, de 17 anos e Lara, de 15.

“Difícil essa coisa de soltar o filho num mundo violento como está. Até mudei para São Paulo dois anos atrás muito por casa disso. Não que a violência aqui esteja muito menor. Mas como você consegue deixar seu filho adolescente sair neste mundo em que tudo pode acontecer? Passar em um simples túnel pode ser extremamente perigoso”, afirma Vivianne.

A atriz de 48 anos também falou sobre sobre as mães da geração dela:

“Eu acho que a minha geração viveu uma vida completamente diferente da atual. O mundo era outro, não tinha internet, não tinha televisão colorida. Sinto que hoje se escuta muito mais, se dá muito mais voz ao jovem do que em gerações anteriores.”

“Acho também que é difícil viver nesse novo mundo, nessa coisa do celular, em que a vida é muito mais no agora. A mãe de 2020 tem que estar antenada com isso, tem que entender e se entender nesse novo mundo.”

Vivianne comentou ainda que as mães de hoje se sentem muito mais culpadas.

“Sinto também que tem uma necessidade de se desculpar com esse papel de mãe. Vou te falar que é muito difícil! É muita transformação, muita mudança, mas acho que o melhor papel da vida é o de mãe.”

“Totalmente demais”: Lili (Vivianne Pasmanter) com Sofia (Priscila Steinman) à beira da morte — Foto: Globo/Raphael Dias



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