Patrulha Ambiental resgata mais de 700 animais silvestres no Rio

Patrulha Ambiental resgata mais de 700 animais silvestres no Rio


Mais de 700 animais silvestres, entre gambás, cobras, micos, capivaras, jacarés, pinguins e diversos tipos de aves, como gaviões e corujas, foram resgatados neste ano pela prefeitura na cidade do Rio de Janeiro. Em média, a Patrulha Ambiental, formada por fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e guardas municipais do Grupamento de Defesa Ambiental, resgatou quatro animais por dia no primeiro semestre deste ano na cidade.

Segundo o coordenador de Fiscalização e Monitoramento Ambiental da secretaria, Fábio Belchior, os animais foram recolhidos nas ruas e em casas, condomínios e estabelecimentos comerciais, geralmente perto de áreas verdes. “Com a expansão acelerada da malha urbana, os animais estão perdendo espaço, o que gera maior interação deles com as pessoas. O trabalho da patrulha é importante porque garante o bem-estar dos animais, retirando-os das vias, tanto os que estão feridos quanto os que se encontram em situação de risco, para eles próprios ou para as pessoas, nas áreas urbanas e residenciais”, disse Belchior.

De janeiro a junho, a patrulha recebeu mais de 2.100 chamados para recolher animais silvestres. Fábio Belchior explicou que nem todos os animais são passíveis de resgate, porque muitos chamados são para retirar os que já se encontram soltos no ambiente.

Ele deu como exemplo o caso de um jacaré que aparece na margem de uma lagoa próxima de um condomínio ou clube. “Ali é a área dele, mas as pessoas ficam preocupadas. [É] a mesma coisa com aves que fazem ninho em árvores perto de imóveis, ou gambás que estão procurando comida. Se o animal não está ferido, ou em situação que leve risco para ele ou para as pessoas, não tem por que a patrulha retirá-lo.”

Procedimentos

Se um animal resgatado estiver ferido ou aparentar doença, a patrulha o encaminha para o Centro de Recuperação de Animais Silvestres da Universidade Estácio de Sá, em Vargem Grande, zona oeste do Rio. Parceria foi feita também com o Instituto Vida Livre para o mesmo fim.

Se o animal estiver saudável, não teve muito contato com humanos e só precisa ser devolvido ao seu habitat, a patrulha o solta em unidades de conservação ambiental do município, sempre perto do local onde foi resgatado.

Caso seja fruto de apreensão em feiras ou por causa de posse irregular, a patrulha o encaminha ao Centro de Triagem de Animais Silvestres do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), em Seropédica, região metropolitana do Rio, para tratamento e, se possível, reintrodução na natureza.

Já animais marinhos são encaminhados para projetos de monitoramento de praias para recuperação. As informações foram divulgadas pela assessoria de imprensa da prefeitura.

Estrutura

A Patrulha Ambiental conta atualmente com 12 fiscais, um subgerente, 32 guardas municipais do Grupamento de Defesa Ambiental, motoristas e pessoal de apoio administrativo. Os fiscais e os guardas trabalham em escala de plantão de 24 horas, atendendo denúncias de crimes ambientais e no resgate de animais silvestres. Eles recebem treinamento específico para o manejo de animais silvestres pela instituição ou por parceiros da Secretaria Municipal de Meio Ambiente.

A população pode acionar a Patrulha Ambiental por meio da Central 1746, caso flagre animais silvestres em área urbana do Rio ou em qualquer situação de risco fora do seu habitat. A central 1746 funciona 24 horas.

O resgate deve ser feito de forma segura para os animais, patrulheiros e moradores. E não é aconselhável o manuseio por parte dos moradores. Do mesmo modo, não se recomenda que os animais sejam afugentados, pois isso pode agravar qualquer lesão que porventura apresentem.

O comandante do Grupamento de Defesa Ambiental, subinspetor Jorge Luiz Guedes, ressaltou que é importante a população não tentar capturar animais silvestres se os encontrar. “Que acione a patrulha, que tem guardas treinados e preparados para esse tipo de trabalho. A finalidade é resgatar o animal com segurança para que ele não venha sofrer nenhuma lesão e morrer”, disse Guedes.



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