‘Minecraft’: como jogo independente se tornou uma das maiores franquias do mundo | Games

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As 200 milhões de cópias vendidas, divulgadas em maio, já seriam o suficiente para que “Minecraft” aparecesse no topo da lista de games mais vendidos do mundo.

Mas isso não é suficiente para a Mojang, estúdio que ainda era uma desconhecida no lançamento do jogo em 2009, ou para a Microsoft, compradora da empresa em 2014 por US$ 2,5 bilhões.

Com a chegada de dois novos membros da família, a ideia é que agora há uma versão da franquia para todos os tipos de jogadores — e só o game original já conta com mais de 126 milhões deles, ativos todo mês.

“É muito animador quando você pensa em números dessa escala e em quantas pessoas o jogo toca”, afirma em entrevista ao G1 a chefe do estúdio na Microsoft, Helen Chiang.

“Acho que isso continua a crescer com os games novos. Estamos muito animados com o poder do universo da marca e em tentar usar isso para melhorar o mundo.”

‘Minecraft Earth’ leva franquia à realidade aumentada em celulares — Foto: Divulgação

O sucesso do “Minecraft” original está em sua simplicidade, que atraiu principalmente jogadores mais jovens com seu mundo aberto, formas simples baseadas em blocos e a mecânica de mineração e construção.

Lançado em fase de testes em 2009, e oficialmente em 2011, o game só bateu a marca de 100 milhões de cópias vendidas em 2016. Por isso é notável que só tenha precisado de mais quatro anos para dobrar o número.

Ironicamente, sua simplicidade também rendeu à franquia a marca de um jogo destinado a crianças.

“Há muitos dados sobre quais públicos podemos ir atrás, e eu acho que ‘Minecraft’ está em um ponto no qual temos um público muito distinto, então sempre podemos dizer que queremos ir atrás dos mais novos, ou mais velhos, mas a verdade é que o jogo em si tem jogadores de todas as idades, em todos os países do mundo”, diz Chiang.

Por mais que a executiva diga isso, a empresa não esconde o desejo de buscar novos públicos. Com isso, lançou no final de 2019 os testes de “Minecraft Earth”, uma versão em realidade aumentada para celulares de seu grande jogo.

Mas a grande novidade mesmo ficou mesmo em “Minecraft Dungeons”. Após chegar no final de maio para PlayStation 4, Xbox One, Switch e computadores, o jogo leva a franquia para o gênero de RPGs e masmorras, ao mesmo tempo em que tira um de seus principais fundamentos, a construção.

“A visão para ‘Dungeons’ não nasceu do desejo de atingir um novo mercado, mas de uma visão que a equipe tinha de fazer um ‘dungeon crawler’ que pode unir amigos. A mesma coisa aconteceu com ‘Earth’. É daí que nascem nossas melhores ideias.”

Assista ao trailer de 'Minecraft Dungeons'

Assista ao trailer de ‘Minecraft Dungeons’

Poucas semanas depois de seu lançamento, “Dungeons” roubou de “Animal Crossing: New Horizons”, um dos maiores sucessos nessa época de quarentena, a liderança entre os mais vendidos para o console da Nintendo no Brasil e nos Estados Unidos.

Mesmo com monstros e magias, o jogo deve seu sucesso, pelo menos por enquanto, à sua simplicidade, herdada do sucessor.

“Uma das coisas maravilhosas sobre o game é que ele foi desenvolvido para jogadores de todas as habilidades e estilos. É fácil para qualquer um começar”, conta Chiang. “Eu tenho duas filhas, uma de 4 e outra de 8 anos. E nós passamos o fim de semana jogando.”

A semelhança dá pistas sobre a estratégia do estúdio para continuar expandindo a série nos próximos anos. E, entre elas, além de voltar o foco à versão original, há também a busca por novas mídias.

“Há tantas oportunidades no futuro dessa franquia. Estamos sempre procurando novas formas para levar novas experiências para nossos jogadores”, afirma a executiva.

“Temos um filme em desenvolvimento, por exemplo. Vamos apenas continuar sonhando grande, criando novas experiências e aproveitar as reações da comunidade para fazer as coisas que eles pediram.”

‘Minecraft Dungeons’ leva franquia a masmorras de RPGs — Foto: Divulgação



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