Mahmundi versa sobre interações no tom orgânico do disco ‘Mundo novo’ | Blog do Mauro Ferreira

Mahmundi versa sobre interações no tom orgânico do disco ‘Mundo novo’ | Blog do Mauro Ferreira

  • Post Author:
  • Post Category:Sem categoria
  • Post Comments:0 Comentários


Gravadora: Universal Music

♪ Mahmundi sai do casulo em Mundo novo, disco de sete faixas que a artista carioca entende configurar o terceiro álbum de discografia iniciada há oito anos com o EP Efeito das cores (2012).

O painel multicolorido exposto na capa de Mundo novo – criação do artista Gabriel Kempers – está em sintonia com o tom de disco em que a cantora, compositora e instrumentista versa basicamente sobre a interação humana ao mesmo tempo em que experimenta sonoridade mais orgânica, gerada de forma mais coletiva, na contramão do espírito sintético e solitário de discos anteriores de Mahmundi, gravados com predomínio de sintetizadores.

Em Mundo novo, a artista se permite inclusive dar voz a músicas de outros autores. “Ser humano é ser plural”, sentencia o compositor e músico Paulo Nazareth na fala de 49 segundos intitulada Mundo novo (Intro) e alocada na abertura do disco.

Nazareth é também o autor de uma das seis músicas do disco, Convívio, de título autoexplicativo dentro do contexto de repertório gravado com produção musical capitaneada pela própria Mahmundi com a colaboração do músico Frederico Heliodoro, creditado como coprodutor de Mundo novo.

Mahmundi regrava música composta por Jorge Mautner e Dadi no disco ‘Mundo novo’ — Foto: Rui Mendes / Divulgação

Finalizado em fevereiro, antes do Brasil entrar em isolamento social para conter a pandemia do covid-19, o disco Mundo novo flagra Mahmundi em processo de inserção em mundo doente em que as pessoas já se confinavam dentro de si mesmas, sozinhas mesmo em meio às multidões, como ressalta verso da letra de Coração na escuridão (Jorge Mautner e Dadi, 2005), sagaz lembrança da artista.

“Quero que tudo seja só felicidade / Quero que tudo dure apenas toda a eternidade”, espera Mahmundi ao vislumbrar a saída do sol, após a tempestade existencial, na batida funkeada dessa música, única regravação do disco.

É sobre a necessidade humana de sair para a vida, de se comunicar com outro e de quebrar barreiras sociais que parecem versar músicas como Nova TV e a balada Nós de fronte, parcerias de Mahmundi com Castello Branco.

Para quem prefere canções mais palatáveis, o pop reggae Sem medo evoca as boas vibrações do gênero, já tendo sido previamente apresentado em single editado em março. A música é assinada por Mahmundi em parceria com Felippe Lau e foi gravada com produção musical orquestrada pela cantora com o guitarrista Davi Moraes.

No fim do disco Mundo novo, a balada Vai (Frederico Heliodoro) abre sorrisos e janelas para deixar o sol entrar, sinalizando que Mahmundi sabe encarar dias bons e ruins.



Fonte

Deixe uma resposta