Chico César festeja os 25 anos do primeiro álbum com edição em LP | Blog do Mauro Ferreira

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♪ Chico César ainda era cantor e compositor conhecido somente em nichos do meio musical quando, entre 24 e 26 de junho de 1994, gravou ao vivo o primeiro álbum em três apresentações do show de voz e violão, feito pelo cantor na Sala Guiomar Novaes, da Funarte, com participações do guitarrista Lanny Gordin e de Lenine (ao violão).

Essa gravação realizada na cidade de São Paulo (SP) – onde residia o artista nascido em janeiro de 1964 na interiorana cidade de Catolé do Rocha, na Paraíba – deu origem ao primeiro álbum de Chico, Aos vivos, lançado pela gravadora Velas em 1995 no formato de CD.

Disco que se tornou precoce greatest hits do compositor por apresentar ao Brasil canções como À primeira vista, Béradêro (aboio que a rigor o compositor já registrara em disco editado em 1991 com músicas concorrentes de festival de alcance regional), Mama África, Templo, A prosa impúrpura do Caicó e Mulher eu sei, o álbum Aos vivos está sendo relançado em LP, neste mês de junho de 2020, em edição comemorativa de 25 anos.

O LP Aos vivos chega ao mercado fonográfico através da cooperativa Três Selos, formada pela reunião do selos Assustado Discos, EAEO e Goma Gringa. Produto direcionado para colecionadores de discos, até pelo alto custo de R$ 150, a edição em LP de Aos vivos tem tiragem limitada, prensada com vinil de 180 gramas e pôster exclusivo.

Das 15 músicas que compuseram o repertório do álbum Aos vivos, treze são de autoria de Chico César, sendo dez somente do compositor, uma em parceria com Itamar Assumpção (1949 – 2003) – Dúvida cruel, gravada no disco com o violão de Lenine, cujo toque também é ouvido nas músicas Dança e Nato – e duas com Tata Fernandes.

As duas exceções são a regravação de Paraíba (Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, 1947) – amplificada pelo toque da guitarra de Lanny Gordin, também presente na já mencionada A prosa impúrpura do Caicó – e Alma não tem cor, música de André Abujamra, também lançada naquele ano de 1995 pela banda Karnak.

O álbum Aos vivos conserva há 25 anos o vigor que impulsionou a carreira de Chico César, uma das mais relevantes revelações da música brasileira na década de 1990.



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